“Artista francês inaugura programação do Ano da França no Brasil do Museu de Arte Moderna da Bahia com trabalho especialmente desenvolvido para a Capela do MAM, durante um mês o artista plástico, cenógrafo e designer francês estará em Salvador trabalhando na exposição Nuancier através do projeto AR-MAM – Artista Residente no MAM. A mostra poderá ser conhecida pelo público a partir do dia 04 de maio, às 19h, quando ocorre a abertura oficial, ficando em cartaz até 31 de maio. O projeto faz ainda parte das comemorações do Ano da França no Brasil – 2009.
Nuancier é a terceira parte de uma trilogia que trata da mesma questão: o que determina a escolha de um modelo? Nesta exposição, o critério de escolha dos modelos baseou-se na cor da pele. “Porque eu penso que tanto a França quanto o Brasil são sociedades multiraciais, onde a cor da pele é um importante divisor social”, explica o artista.
No projeto, as peles de quarenta modelos foram fotografadas e reunidas em um clássico catálogo de cores. Um fabricante de tintas determinou industrialmente as fórmulas químicas de cada cor de pele. Para que a obra fosse verdadeiramente um “site specific”, com o apoio de Solange Farkas, diretora do MAM, foram reunidos em torno desse projeto funcionários do Museu e estudantes da Escola de Belas Artes da UFBA. Uma vez fotografadas, suas peles constituem a base do catálogo da exposição. “A sociedade baiana é abertamente multirracial. A gênese desses dois países é bem diferente, mas nos dois casos, o problema do racismo atravessa a sociedade. Aqui, como na França, a cor da pele é uma marca social importante. Reduzir o interesse demonstrado por um indivíduo unicamente à sua cor coloca de uma forma imediata a questão do racismo”, disse Pierre.
A escolha por Pierre David seguiu o critério de que o projeto é extremamente pertinente, porque dialoga com questões culturais ligadas diretamente a Bahia. Ele fala de conviver com as diferenças, dessa questão da multirracialidade. Ele se interessou em realizar esta experiência aqui e a gente está muito feliz em ser objeto desse desejo dele. Afinal, é um site specific para a Capela do MAM”.
A exposição também é composta da série Ícones, que traz gravuras de crânios trepanados (trepanação é o processo de realizar furos no crânio com objetivo medicinal), “É um processo que se faz desde o Egito, na cabeça. O crânio tem o emblema da imagem da morte e o buraco no crânio retoma a ideia da perda da memória”, esclarece o artista.
A entrada é gratuita. A visitação acontece de terça a sexta e aos domingos e feriados, das 13h às 19h. Aos sábados, das 13h às 21h. Para os interessados em conhecer o artista, será realizada uma conversa aberta com Pierre David no dia 06 de maio, às 17h, na Capela do MAM. Não percam!
Informações fornecidas pela assessoria de imprensa do MAM.













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